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Reflita…Hipertrofia do Conhecimento

celebro

Ultimamente tem se tornado “moda” adaptar algumas nomenclaturas, antes exclusivas dos meios científicos, para nossa vida cotidiana. Uma delas que tem se falado bastante ultimamente é a resiliência, propriedade esta que faz com que alguns materiais voltem ao seu estado original logo após ter sofrido algum tipo de tensão. Tem-se o exemplo do elástico, que mesmo tendo sido esticado, pode voltar à forma original tão logo é interrompida a força exercida sobre o mesmo.

Adaptando à psicologia, mais especificamente aos meios organizacionais, podemos considerar que resiliência é a capacidade de algum indivíduo passar por tensões, cobranças e estresses no expediente, mas mesmo assim não deixar se abater e nem perder o controle. Simplificando, resiliente é aquele que sabe relevar a rotina administrativa que é altamente sufocante e ainda conseguir fazer seu trabalho da forma mais branda e eficiente possível, sem deixar seu limite ser transpassado.

Parece um conceito muito bem aplicado à nossa realidade cotidiana, porém ainda percebo que o termo esteja com seus dias contados. Isso porque na competição acirrada que travamos na selva corporativa, a resiliência já não é mais um quesito que possa trazer tamanha vantagem competitiva duradouramente.

Pegando emprestado um conceito emprestado da fisiologia, mais especificamente da fisiologia humana, eis que surge um novo elemento que, este sim, pode trazer reais e duradouras vantagens competitivas: a Hipertrofia Muscular. Este termo é geralmente utilizado para descrever o processo do aumento muscular. Algumas vertentes de pesquisam pregoam que ao sofrer constante tensão, as fibras que compõe o tecido muscular sofrem microrupturas. Ao identificar as lesões, o corpo entende que aquela área afetada possui certa fragilidade e, ao fazer a regeneração, aplica dose extra de fibras ao músculo tensionado. Surge aí a hipertrofia, pois a cada novo processo de regeneração, o músculo fica cada vez mais “calejado” e acaba aumentando de tamanho, sempre se adaptando e se preparando às novas tensões que poderão surgir.

Não podemos nos basear em apenas suportar os trancos sofridos e voltar ao estado original, sendo assim resilientes. Devemos, além de tudo, aprender a crescer com as dificuldades que nos são postas à frente. Saber superar desafios e ainda acrescentar algo à nossa bagagem de conhecimentos. O conhecimento é o que ditará se teremos sucesso organizacional ou não. Se não aprendemos com os desafios superados ou suportados, em pouco tempo nos tornaremos obsoletos perante os olhos atentos do mercado que nos cerca. Se os desafios só servirem para que possamos provar nossa resiliência, tão logo nossas forças se esgotarão e tudo o que foi vivenciado não servirá de nada. Aprendendo e crescendo com os desafios superados, o trabalho se tornará mais prazeroso e os problemas serão mais facilmente enfrentados.

A hipertrofia do seu conhecimento só lhe trará bons frutos, mas para que isso ocorra, deve-se sempre procurar novas formas de aprendizado. Cérebro em inatividade é ambiente propício para o comodismo. Buscando novas fontes do saber, o intelecto acabará ficando “calejado” e conseqüentemente seus conhecimentos serão cada vez maiores. Isto sim é vantagem competitiva e, sabendo utilizá-la corretamente, seu futuro profissional será repleto de sucessos.

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Escrito por Flaudimir Andrade. postado em Psicologia organizacional, Recursos Humanos

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