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09

Networking virtual, oportunidades reais

Rodrigo Amaral de Lima ocupava o cargo de executivo de Vendas da Kimberly-Clark Brasil quando foi procurado por um headhunter para participar de um processo seletivo para uma vaga numa corporação de grande porte. Curioso, perguntou como haviam chegado ao seu nome. “Por meio de sua página no Linkedin”, ouviu. Algumas entrevistas depois, passou a integrar a equipe da multinacional 3M. Essa foi a terceira vez, desde 2010, que um recrutador chega até ele por meio do Linkedin, rede social corporativa que permite o compartilhamento de experiências profissionais e currículos.

Histórias como a de Rodrigo tendem a se tornar cada vez mais comuns. Segundo o vice-presidente de soluções globais do Linkedin, Mike Gamson, o mercado brasileiro é o terceiro maior da rede, com 13 milhões de usuários. “O Brasil, juntamente da Índia, é o País onde a rede social mais cresce. São cerca de 100 mil novos perfis toda semana”, afirma Gamson.

De acordo com a especialista norte-americana em redes sociais Wendy Terwelp, o número de empresas que afirmaram ter contratado pessoas por meio da ferramenta digital aumentou 15 pontos percentuais entre 2010 e 2012, de 58% das entrevistadas para 73%. Os números fazem parte de uma pesquisa que ouviu mais de mil profissionais de RH e recrutamento de todo o mundo e foram apresentados durante palestra de Wendy na edição de 2013 da Conferência Internacional da Sociedade Americana de Treinamento e Desenvolvimento (ASTD na sigla em inglês). O evento reuniu, entre os dias 19 e 22 de maio, alguns dos maiores estudiosos em gestão de pessoas e capacitação na cidade norte-americana de Dallas.

No Brasil, a utilização do Linkedin por recrutadores também cresce. Segundo Jonas Kafka, diretor Operacional da Holden Recruiting Talents, de recrutamento e seleção, em cerca de 80% das vezes em que a rede social é consultada são encontrados candidatos aptos a preencher a vaga. O perfil dos profissionais procurados online varia de acordo com a área. “No segmento de TI, é possível encontrar colocações de todos os níveis. Nas demais áreas, os profissionais procurados se concentram no nível técnico e gerencial.”

 

Como se destacar

 

A popularização da rede social é uma realidade, mas se engana quem pensa que basta estar no Linkedin para aproveitar as oportunidades profissionais que ele oferece. O perfil na rede social é como um currículo online. Da mesma forma que acontece com seu similar em papel, é preciso escolher as informações que vão ser divulgadas e a forma de fazê-lo para aumentar a chance de ele se destacar em meio a tantos outros. “Os recrutadores têm pouco tempo para avaliar os perfis, por isso é importante que as informações mais relevantes sejam facilmente identificadas por quem visita a página”, diz Kafka.

A definição da colocação que se busca é o ponto de partida para a elaboração do perfil. “Todas as outras informações que serão disponibilizadas precisam estar alinhadas com a vaga que se pretende ocupar”, explica Peter Noronha, diretor regional da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos.

O próximo passo é a elaboração de uma apresentação inicial objetiva e curta reunindo informações sobre experiências anteriores, áreas de atuação e atividades executadas pelo profissional. “Essa espécie de sumário da trajetória profissional do candidato é uma boa forma de chamar atenção do recrutador e aumentar as chances de que ele permaneça na página por mais tempo”, diz Noronha.

Uma vez conquistada a atenção do profissional encarregado da seleção, é preciso fornecer informações que mostrem que você é a pessoa que ele busca. Nessa hora, contam pontos os grupos aos quais você pertence e as recomendações recebidas. Mas cuidado, esses tópicos também precisam ser escolhidos de forma criteriosa. “Os grupos que você integra precisam ter alguma relação com a área em que você atua ou pretende atuar e as avaliações positivas ao seu desempenho devem ser feitas por pares ou por superiores, caso contrário não agregarão nenhum valor”, afirma Noronha. A escolha de uma foto adequada, diz ele, e o cuidado com a ortografia também são importantes.

Não menos importante, é preciso liberar o acesso às informações do seu perfil mesmo para quem não faz parte da sua rede de contatos e manter dados como telefone e e-mail atualizados. “Muitas pessoas perdem oportunidades porque mantêm seus perfis privados ou não disponibilizam informações de como entrar em contato com elas. Parece difícil de acreditar, mas é algo mais comum do que se imagina”, comenta Noronha.

Arthur Chioramital

Site:Canal RH

Encontre-nos no Google+ Sou o criador e editor do blog, e tenho como objetivo informar, esclarecer, ajudar, tirar duvidas, apresentar matérias relacionada as área de recursos humanos, psicologia organizacional.

Escrito por Flaudimir Andrade. postado em Psicologia organizacional, Recursos Humanos

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