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Mentira: Saias-justas em entrevistas de emprego

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Você já viu um candidato sufocar durante a entrevista, se queimar com café ou fazer exigências impensáveis por excesso de confiança? Todo recrutador experiente conhece ao menos um caso de candidato com perfil inusitado ou que causa uma saia-justa durante a entrevista. Comuns nos processos seletivos, essas situações exigem muito tato e jogo de cintura do profissional de RH. Se você é recrutador, continue lendo e descubra que não é o único a passar por constrangimentos em processos seletivos.

No final do ano passado, Luiz Paulo Tiago, presidente da consultoria Sr. Gentileza Educação Corporativa, enfrentou casos assim. Em um processo seletivo para uma vaga comercial, Tiago foi surpreendido com a exigência de um candidato praticamente contratado: a vaga deveria ficar “reservada” para ele até janeiro. “Indaguei o porquê e ele me disse que não gostaria de perder os presentes de Natal que costumava receber nessa época do ano”, relembra.

Atender o telefone durante a entrevista tampouco é uma atitude bem-vista por recrutadores. Tiago relata que presenciou uma candidata atender o celular fingindo estar doente. Do outro lado da linha, o chefe da jovem, para quem ela havia mentido a fim de justificar sua ausência. “Ela respondeu, com voz de doente em estado terminal, que achava estar com dengue e aguardava atendimento no hospital”, conta. “Após desligar o telefone, sorriu para mim e perguntou ‘Onde paramos?’”, diz.

Encontrar candidatos cujo currículo foi “enriquecido” com competências que eles, na verdade, não têm, também é corriqueiro nos processos seletivos. A falta de fluência em um idioma, por exemplo, embora comum, pode causar mal-estares para os quais o recrutador nem sempre está preparado.

Especializada em recrutamento de executivos, Viviane Gonzalez, diretora para o interior de São Paulo da Business Partners Consulting, diz que viveu uma situação fora do comum em um teste de fluência em inglês ao telefone. “Começamos a entrevista, mas estranhei o tom de voz do candidato”, comenta. Viviane, que já havia conversado com ele em outras ocasiões, desconfiou não se tratar da mesma pessoa. “No meio da conversa, comecei a fazer algumas perguntas sobre a vaga de que tínhamos falado anteriormente. Foi aí que o amigo do candidato se revelou”, diz a consultora.

A falta de conhecimentos em língua estrangeira causou constrangimento em outros candidatos avaliados por Viviane. “Na entrevista, como de praxe, comecei a conversar em inglês com uma candidata a executiva que disse no currículo ser fluente no idioma”, diz. Já na segunda frase, a surpresa. “Ela simulou que seu celular estava tocando, disse que surgiu um imprevisto e que precisava sair.” A candidata, que ligaria marcando um novo encontro, nunca mais apareceu.

Fabiane Cardoso, gerente nacional de recrutamento da consultoria Adecco, lembra-se de uma candidata à vaga de secretária-executiva bilíngue que, na entrevista, transparecia nervosismo. “Ela balançava a perna a ponto de tremer a mesa do consultor que a entrevistava e não conseguiu falar nada em inglês”, conta. A candidata havia adicionado ao currículo uma competência que não possuía.

Aliado ou não a um currículo falso, o nervosismo é um inimigo poderoso que pode derrubar o mais competente dos candidatos e resultar em uma situação constrangedora. Claudia Tinoco, a vice-presidente da ABRH-RJ, recorda que, certa vez, um candidato muito nervoso pediu água para se acalmar, engasgou e ficou ainda mais nervoso. “Outro derrubou café na roupa e tivemos de interromper a entrevista, porque, além de se sujar, ele acabou se queimando”, diz.

Os especialistas ouvidos concordam que determinados comportamentos podem ser frutos da insegurança e da tentativa de impressionar o selecionador. Segundo o consultor Luiz Paulo Tiago, algumas das situações descritas acima poderiam ser evitadas se o candidato falasse a verdade na hora do recrutamento. “Falar a verdade e conhecer seu próprio currículo é indispensável”, diz.

Fonte: Canal Rh

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Escrito por Flaudimir Andrade. postado em Psicologia organizacional, Recursos Humanos

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