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Estudo mundial mostra alta no turnover em 2014

 

A crise econômica que começou lá em 2008 e se estende até hoje fez com que milhões de pessoas perdessem seu lugar no mercado de trabalho. Milhares permaneceram sem uma nova posição e outros tantos retomaram a profissão, mas quase sempre com salários e benefícios reduzidos. Dos que mantiveram o emprego, muitos sofreram com o acúmulo de trabalho e o clima interno.

A boa notícia é que a tendência é de mudança desse quadro. Analistas econômicos apostam em uma retomada do crescimento global no segundo semestre deste ano e sua continuidade em 2014, impulsionada principalmente pelos mercados emergentes. Com isso, espera-se também um aumento na oferta de trabalho e, portanto, uma alta na taxa de rotatividade de pessoal, o que acarretará novos desafios para o RH reter os bons profissionais nas empresas. É o que mostra estudo da Hay Group, consultoria global de gestão de negócios.

De acordo com o estudo, a rotatividade de funcionários deve acelerar a partir de 2014, ano em que o crescimento mundial esperado é de 12,9% em relação a 2012 – como se 161,7 milhões de trabalhadores trocassem de empresa. Segundo a pesquisa, essa é uma tendência para os próximos cinco anos, com taxas de rotatividade entre 20,6 e 23,4%.

Essa onda de renovação profissional no ambiente corporativo deve chegar ainda este ano nos mercados emergentes, onde o volume de negócios é atualmente maior. Na América Latina, destaque aos picos de crescimento esperados para 2013 e 2016, devido aos investimentos em infraestrutura previstos para os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo. O estudo foi realizado em parceria com o Centre for Economics and Business Research(CEBR) e analisou a rotatividade de funcionários em mais de 30 países.

Para Glaucy Bocci, gerente e Líder da Prática de Liderança e Talentos do Hay Group América Latina, as turbulências no mercado de trabalho associadas à crise econômica têm mantido as taxas de turnover em muitas empresas. “Mas à medida que a economia se recupera e o emprego formal se torna menos volátil, as organizações passam a ter um risco maior de fuga dos colaboradores insatisfeitos”, explica.

Os desafios para conseguir manter o capital humano serão grandes. O estudo detalha os fatores que afetam os funcionários, por meio das informações de seu banco de dados global, que conta com 5,5 milhões de colaboradores de mais de 350 empresas e é atualizado anualmente. Entre os mais impactantes, estão a confiança na liderança, oportunidade de desenvolvimento da carreira, autonomia, ambiente de trabalho favorável e compensação adequada. “Sendo a retenção uma preocupação crescente nas organizações, é importante compreender os fatores que impactam na unidade e lealdade é essencial para o gerenciamento de riscos de turnover nos próximos anos”, afirma Glaucy Bocci.

Fonte: canalrh

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Escrito por Flaudimir Andrade. postado em Psicologia organizacional, Recursos Humanos

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